Irmãos amados, Sananda aqui. Boa noite, queridos.
Serei breve. A essa altura, queridos, já devem entender que o nosso propósito convosco é orientá-los à autotransformação, orientá-los no desvendar dos véus. É orientá-los para que essa transformação aconteça da forma mais leve possível, da forma mais harmoniosa possível.
Como já foi dito a vós, quando intencionam e buscam vosso próprio desenvolvimento interno, aprendem a fluir com a vida e evitam que a vida vos force a aprendizados dolorosos. A vida é uma grande pedagoga, amados.
A orientação que trago hoje é que estudem os materiais já passados com a intenção de se autotransformarem, de se autodesenvolverem. Só poderão se autodesenvolverem e se autotransformarem quando conseguirem se autorreconhecerem.
O autorreconhecimento é necessário, pois à medida que expandem a vossa consciência, dissolvem pouco a pouco os véus, descobrem a Verdade. Assim vão conseguir finalmente entender o ensinamento sobre “estar no mundo e não ser do mundo”. Muitos interpretam esses ensinamentos como abdicar-se de coisas materiais, abdicar-se de desejos materiais. Não é disso que se trata o ensinamento, amados.
“Estar no mundo e não ser do mundo” é uma simbologia que significa estar no mundo, ter as coisas materiais como entendem, ter as necessidades, usufruir das necessidades dos desejos materiais, sejam quais forem, mas serem emocionalmente maduros para não sentirem dependência dessas coisas. É estar em equilíbrio interno, saber se relacionar com o mundo sem se sentirem reféns desse mundo.
Quanto mais distraído está o Ser, mais refém está do mundo, das “coisas do mundo”, como pode-se dizer, das coisas materiais. Entendam “coisas materiais” como tudo que há na superfície, que é base para a vida material do homem na Terra: as coisas, objetos, como entendem, os trabalhos, os cargos, os confortos – nada disso é errado ou ruim, amados. Tudo isso é instrumento para a vida na Terra.
“Estar no mundo e não ser do mundo”, como foi ensinado, é uma simbologia para que se tenham maturidade – maturidade interior. Maturidade interior é a maturidade dos quatro corpos inferiores: o emocional, o mental, o espiritual e o físico também, amados. Todos estão interligados.
É o verdadeiro equilíbrio interior que significa o objetivo alcançado para esse ensinamento, estar no mundo e não ser do mundo. Todos os nossos ensinamentos, nesses encontros semanais, visam esse mesmo objetivo. Pouco a pouco, vamos ajudá-los a traduzir para uma linguagem mais atualizada da vossa mente, os ensinamentos já passados, as simbologias já passadas.
Já foi dito a vós que, para se autoavaliarem, se autorreconhecerem, dissolverem as máscaras e descobrirem a Verdade sobre si próprios, é preciso que tenham referências. O que foi ensinado como pecado em alguma religião, ou vícios capitais em alguma filosofia, religião, instituição ou como queiram chamar, as sombras, as fraquezas, como queiram entender, são referências do que deve ser avaliado em vós.
As sombras, ao serem dissolvidas, permitem que encontrem a Luz dentro de vós. É como escolher o que querem alimentar em vós. Podem alimentar a Luz ou alimentar as sombras. Mas para saberem o que alimentam e para saberem que sombras precisam ser dissolvidas, precisam conhecer honestamente a si próprios.
O Caminho para a libertação, o Caminho para a vida plena, o Caminho para a paz profunda, o Caminho para a redenção, o Caminho, por fim, para o encontro com Deus, para o Reino de Deus como foi ensinado, não é deixando o corpo físico, amados. É dissolvendo as sombras que vos encobrem, as sombras que utilizam como proteção, as sombras que escondem a Luz, a presença do divino Criador dentro de vós.
Aqueles que já deram um passo à frente (como entendem), e buscam manifestar uma vida mais elevada, primeiro, queridos, procurem entender qual a intenção por trás dessa vontade. Busque reconhecer, observar se essa vontade é elevada ou egoísta, como já foi ensinado. É o primeiro passo, amados. O segundo, se querem manifestar uma vida mais elevada em todos os sentidos, precisam estar sintonizados com uma frequência mais elevada, precisam estar sintonizados com a Luz. E não há outra forma mais de sintonizar-se com uma frequência mais elevada, sintonizar-se com a Luz, do que dissolvendo as sombras que guardam, que escondem.
Eu vos garanto que, com a disciplina de dissolver as sombras, de reconhecer os vossos vícios, encontrarão a Luz dentro de vós, elevarão vossa frequência, como entendem, acertarão o Caminho da ascensão, e naturalmente manifestarão a Vida mais elevada que internamente buscam, internamente sonham.
Observem, listem, queiram transformar os sentimentos internos, transmutar aquilo que não contribui com a vossa elevação, em Luz. Eu me refiro, amados, a tudo que vos afasta da Luz: rancores, arrogância, inveja, raiva, mágoas, orgulho, culpa, críticas, julgamentos…
A lista é imensa, amados. Reconheçam dentro de vós os vícios, as sombras, como queiram chamar essa lista. A lista que foi ensinada em religiões como pecados, pode ser uma boa referência para identificarem o que em vós vos afasta da vossa pureza. É na purificação do coração que se encontra a Luz interior, amados, que se encontra o Divino dentro de vós.
Esse é o maior objetivo, o mais importante, o mais relevante de toda criatura humana: encontrar a Luz dentro de vós, se unir ao Divino, encontrar o Caminho da ascensão. Esse é o Grande Plano de todos vós. Esse é o Grande Plano de todos nós, pois o nosso trabalho é ajudá-los nesse intento.
O meu recado de hoje, além de lembrar a vós nossa intenção, lembrar a vós o Caminho, é sugerir que busquem ensinamentos já passados nos nossos encontros semanais, escolhendo com o vosso coração. Estudem no dia de hoje. Estudem, como um aluno dedicado, um aluno aplicado, um aluno que sabe onde quer chegar.
Eu falo convosco como consciências que São. Eu vejo a vós além do que os vossos olhos humanos veem. Eu vejo a vós além das roupagens que utilizam no momento. E lembrem que essas roupagens são instrumentos, preciosos instrumentos escolhidos por vós para essa autotransformação.
Bom trabalho, meus amados. Bom trabalho, minhas amadas. Aos estudos!
Eu vos amo, profundamente.
Eu sou Sananda.