Eu Sou Sanat Kumara.
Boa noite, irmãos amados. Cuidarei convosco dos assuntos de hoje. Hoje nós os ajudaremos a cuidar do jardim, a cuidar das sementes já enviadas. Hoje nós os ajudaremos a cuidar da rega. Cada um saberá, conforme o estágio do próprio terreno, como lhe cabe o ensinamento.
Falaremos de religião, mas não da forma que muitos de vós estão acostumados. Nos ensinamentos que passaremos hoje, cada um deve aproveitar para si, conforme a visão de mundo que possui nesse momento. Cada um deve aproveitar para si, se lhe couber, a adequação para a religião institucional que, por acaso, sirva nesse momento. Portanto, abram bem os ouvidos — os ouvidos internos a que me refiro, os ouvidos do coração — para receber os ensinamentos.
Nosso objetivo convosco, como a essa altura já sabem, é dissolver os preconceitos, dissolver os véus, é encaminhá-los no caminho da Verdade. Para encaminhá-los no caminho da Verdade, é preciso fazer algumas desconstruções. Cada um deve aproveitar para si as palavras enviadas nesse momento como a ferramenta adequada para a desconstrução que cada um precisa. A desconstrução precisa ser segura, precisa ser saudável. Entenderão à medida que as sementes sejam semeadas. Entenderão à medida que a rega for feita. Entenderão à medida que os aparos forem sendo feitos.
Hoje estudaremos (como a vossa mente possa entender) sobre religião. Já foi dito a vós que o objetivo maior de cada um de vós é se unir ao Divino, é se unir ao Todo, é se unir à Consciência Suprema. O ensinamento de hoje diz respeito a como fazerem, como cuidarem, como executarem esse objetivo de forma prática na vossa vida.
Percebemos que muitos de vós absorvem as informações, mas não conseguem transformar informações em efetiva formação. Atentem-se que informação só é válida quando pode ser transformada, de forma prática, em formação. Todos vós são seres em formação. Portanto, atentem-se a que informações buscam, que tipo de informação se interessam, que tipo de informação alimentam no vosso interior.
É preciso que filtrem as informações e aprendam a usar as informações como ferramentas de formação. Devem aprender a formar, a elevar os vossos corpos inferiores, aquilo que chamam de personalidade, em instrumentos elevados. Devem aprender a depurar, a elevar a si próprios. Devem aprender a efetivamente se formarem internamente. Isso só é possível mergulhando na profundidade do vosso ser.
O tema que trataremos hoje, que escolhemos chamar de religião, trata, de forma prática, de como [aproveitar] os ensinamentos que trouxemos até o momento, sobre a prática das virtudes, sobre a prática da eliminação de ervas daninhas, sobre a prática da depuração, da elevação de si próprios; como [podem] unir os conhecimentos para transformar as informações em ferramentas de formação. Darei exemplos com a vossa rotina.
Muitos de vós possuem o foco na visão externa, no mundo externo. Observem e pratiquem, assim que acordam — e a maioria dos que me escutam tem a oportunidade de dormir em uma cama, por exemplo — executem a primeira ação, seja ela qual for (por exemplo, o arrumar da cama), como uma ação sacralizada. A segunda ação, seja qual for, procurem praticá-la de forma sacralizada. Atentem-se a como se sentem. Observem se são gratos, se possuem ações elevadas.
Quando transformam as ações em ações banais, tendem a transformar toda a vossa vida em uma vida banal. Se intencionam realizar todas as ações das vossas vidas — e por isso repetimos que é um exercício — se intencionam, se praticam executar todas as ações da vossa vida de forma sacralizada (entregues, reverentes, dedicados) exercitarão a profundidade, exercitarão o fluir da Vida, pouco a pouco.
Se na maior parte do vosso tempo possuem o foco no externo, no que os olhos físicos veem, exercitem educar a vossa mente para sacralizar as ações, para reverenciar as ações. Isso significa não somente estar em um estado presente, mas entregar cada ação com o coração, como se cada ação do vosso dia fosse dedicada a Deus, ao Pai Maior, à Consciência Suprema, ao Universo — como cada um vê o Divino. Não importa o nome, não importa o termo, não importa a teoria; importa a intenção direcionada pelo coração, sentindo aquilo que chamam de gratidão.
Cada ação — cuidar de si próprio, cuidar da vossa casa, cuidar dos vossos afazeres — intencionem, com o coração, entregar cada ação em Amor, em devoção, como pequenos rituais sagrados, e perceberão, dia após dia, a vossa vida completamente transformada. Eu vos garanto, amados, é um exercício, é uma vontade maior no coração. Não é a informação; é o que fazem com a informação. Isso é religião: é o reencontro com a Divina Luz dentro de vós. Esses pequenos, mas grandiosos, exercícios farão com que percebam o quanto são capazes de contribuir com o Todo. É através de pequenos exercícios que conseguirão atos grandiosos de transformação nas vossas vidas. Sempre começa consigo próprios, como já foi dito a todos vós.
Aquilo que chamam de egoísmo, aquilo que vos separa, aquilo que vos limita, que vos bloqueia, aquilo que vos faz sentir-vos separados do Todo, pouco a pouco pode ser eliminado com a vontade genuína de transformar cada ação: de uma ação banal, supérflua, superficial, em uma ação profunda de devoção – um lindo ritual. Cada pequena ação, amados, tem um grande poder transformador.
Aos poucos, conhecerão a si próprios. Para aqueles que, valorosamente, preocupam-se com a natureza, preocupam-se em cuidar da natureza: eu saúdo, eu reverencio, mas eu vos lembro que o vosso irmão também é a natureza. Vós também sois a natureza. Aos poucos, enquanto caminham para o Alto da montanha, perceberão que aquilo que vos afasta nos vossos irmãos é aquilo que negam em si próprios.
Portanto, é preciso que olhem para si próprios com Amor e devoção, com a magnífica humildade, para identificarem as fraquezas e, decididamente, curar as vossas feridas. Somente veem separados, somente julgam, somente condenam, porque possuem feridas a serem vistas, olhadas e curadas. Muitos de vós usam aquilo que pode se chamar de egoísmo como proteção, o orgulho como proteção, a vaidade como proteção, a raiva como proteção. Observem do que se protegem. Observem. Descubram do que têm medo.
Cuidem de si próprios como cuidariam, amorosamente, de uma criança que estivesse sob os vossos cuidados. À medida que cuidarem verdadeiramente de si próprios, que com delicadeza abrirem as cortinas, que com delicadeza cuidarem das vossas feridas, perceberão que os vossos olhos, pouco a pouco, brilharão para todos os vossos irmãos. Isso é religião, amados! É o reencontro. Queiram! Queiram se unir ao Todo! Queiram se unir aos vossos irmãos! Queiram subir os degraus, mas verifiquem, com segurança, com maturidade, com responsabilidade, com compromisso consigo próprios, se podem dar as mãos e ajudar os irmãos a subirem os degraus que estão prontos, também com responsabilidade, com maturidade, com atenção.
Darei exemplos de como podem praticar a vossa formação — aquilo que, aqui, nesse momento, chamo de religião — com as ações externas. Não é possível sacralizar as vossas ações externas sem acessar o vosso coração, sem entregar Amor nas ações, sem expandir, sem extravasar o vosso Amor nas vossas ações. Lembrem-se de que Amor é Força. Amor não existe sem Força. Não é força física, é Força de Poder Divino. Amor não existe sem Sabedoria, Sabedoria não existe sem Amor, Sabedoria não existe sem a Força interna. É preciso que conheçam e exercitem essa tríade dentro de vós. Todas as vossas ações se elevam ancoradas nessa tríade. Exercitem, e peçam a nossa ajuda para expandir essa base dentro de vós.
Alguns de vós aprenderam, alguns quando crianças, a associar o silêncio a castigo. “Ficar de castigo”, como entenderam, pode ter sido para alguns ficar em silêncio num canto, e a vossa mente aprendeu que silenciar é castigo, é ruim, é negativo. Pois eu vos digo que o silêncio é sagrado e deve ser exercitado. Experimentem, treinem, exercitem executar ações da vossa vida, do vosso dia, de forma sagrada, e, em algumas, exercitem o silêncio, praticá-las em silêncio, sentindo o silêncio como uma conexão (como chamam) com o sagrado em vós.
Apreciem o silêncio. Apreciem a contemplação de tudo que há. Apreciem a contemplação da natureza, e lembrem-se de que os vossos irmãos também são a natureza. Apreciem a si próprios em silêncio. Observem se, nesse silenciar, o vosso corpo emocional reclama algum tipo de atenção, e observem, com Amor, com reverência, uma possível ferida a ser cuidada, a ser amparada, a ser zelada.
Isso é religião, amados. É entregar a vossa vida ao Divino; é elevar-se ao Divino; é unir-se ao Divino. É reconhecer, como o vosso maior objetivo, o próprio Deus em ação em vós e através de vós. Essa é a Meta para todos. Não importam as circunstâncias, não importa onde vivem, como vivem, onde trabalham, o que fazem, com quem se relacionam. Essa é a Meta para todos.
Amigos amados, por mais difícil que seja, em alguns momentos, ver a Verdade sobre si próprios, ver os erros, é importante que vejam aquilo que podem chamar de fracasso como uma situação temporária, mas necessária, para a avaliação de si próprios, para o conhecimento de si próprios. Não podem conseguir subir degraus na vossa formação se não conseguem enxergar a Verdade sobre si próprios — aquilo que precisa ser visto, aquilo que precisa ser construído ou desconstruído, aquilo que precisa ser melhorado, aquilo que precisa ser cuidado.
Perceberão que aquilo que, muitas vezes, julgam tanto nos vossos irmãos é o que mais precisa ser olhado e curado em vós. Por mais que doa, é preciso que vejam. Dói, sim, queridos, mas reconheçam. É preciso que reconheçam que, quando chegam ao estágio de ver a si próprios, é que chegou a hora de grandes véus serem dissolvidos. É difícil, amados, mas aguentem firme. Não estão perdidos, não estão e não são condenados. A condenação está na vossa própria mente. Queiram receber toda a ajuda disponível para curar e educar a vossa mente, para elevar a vossa mente, para curar-se de todas as autocondenações. Não se aprisionem.
Entendam o agir da Vida: se chegaram a um ponto de verem uma dura Verdade sobre a vossa própria personalidade, por mais difícil que seja, é motivo de comemoração, amados. Por nós, que vos assistimos; por nós, que torcemos por vós, que vemos além do que os vossos olhos físicos veem e alcançam. Acreditem: nos compadecemos das vossas dores, mas comemoramos e torcemos pela transcendência, pela vossa transcendência, pela passagem dos momentos. Eles passam, amados, e conseguirão subir os degraus mais maduros. Se uma dor apareceu em vossa vida, acolham e não se condenem. Eu vos garanto que, ao passar por ela, grossas camadas daquilo que não é vós serão dissolvidas.
As dores vos ajudam a desconstruir, a soltar aquilo que não vos serve mais, aquilo que aprenderam a usar como escudo e não serve mais. Nenhuma característica em vós que considerem negativa foi criada em vão pela vossa mente. Foi por um medo, foi uma anestesia, foi uma distração que vos ajudou a suportar uma outra dor. Nenhuma mente é cruel, amados. Há sempre uma razão. São escudos necessários, por algum momento, até que o ser amadureça.
Se chegou um momento, em vossa vida, de reconhecer aquilo que, para vós, é tão condenável na vossa visão sobre a vossa personalidade, por mais que doa, é louvável o momento. Após o reconhecimento, é hora de soltar. Soltem o escudo que não vos serve mais, soltem o apego, soltem aquilo que fere. Não estão condenados. O julgamento, a culpa, é uma criação da vossa mente. Reconheçam que não tinham como curar, como resolver, aquilo que não era visto, que não era percebido. Reconheçam que, se agora é possível ver, a vossa visão se ampliou, a vossa consciência se expandiu. Compreendem, amados? Assim funciona a Vida. Nada é em vão.
Sejam responsáveis com o Plano que fizeram. As informações que recebem não são para serem guardadas ou expostas pela vaidade. As informações que recebem são instrumentos para a vossa formação. Sejam responsáveis com o Plano que fizeram. Sejam responsáveis consigo próprios. Sejam responsáveis com o Todo. É, primeiramente e principalmente, cuidando de si próprios, que cumprem com a responsabilidade com o Todo. De nada adianta cuidar se a vossa intenção, se o vosso objetivo, não estiver focado na Meta maior.
Revejam os ensinamentos e dediquem-se à vossa formação.
Eu vos amo. E vos saúdo. Eu vos reverencio. Eu me curvo a vós.
Eu Sou Sanat Kumara.
(…)
Eu Sou Maria.
Irmãos amados, preciosas amadas, estou sempre convosco. Não me afasto. Estou sempre convosco. Participo sempre dos nossos encontros. Lembrem-se de que estamos sempre em grupo. Trabalhamos sempre para vós. Trabalhamos e acompanhamos cada passo. Trabalhamos e acompanhamos naquilo que podem chamar de bastidores, mas estamos sempre: basta um coração elevado. Estamos nas alegrias, estamos nas tristezas também, estamos nas dores.
Meu precioso amigo, minha preciosa amiga, vim lembrá-los de que os momentos difíceis são preciosos portais. Por mais que seja difícil, aos vossos olhos físicos, enxergarem dessa forma, os momentos difíceis não podem nem devem ser eliminados da vossa vida, porque são eles que vos preparam para o que virá depois.
Confiem. Eu vos peço que se fortaleçam no Divino Pai, se fortaleçam no Criador. Busquem a Luz, busquem ao Pai. Eu estarei convosco, eu estou convosco. Não passam sozinhos, jamais. Não importa que não me conheçam, que não lembrem, que não chamem; chamem pelo Pai Maior. Estamos, e estaremos, sempre.
São merecedores, sim. São a Luz do Divino Pai em ação. É natural, queridos, os erros. É natural. Não se machuquem, não se diminuam, não se condenem. Não há condenação. Eu estou convosco, eu vos amparo, eu vos dou a mão para seguirmos juntos. Eu vos ajudo a suportar, e eu vos garanto que vai passar. Passaremos juntos. Não estão sozinhos. Passaremos juntos.
Eu Sou Maria.
(…)
Eu Sou Sananda.
Boa noite, amigos amados. Nós vos saudamos.
Compreendam que o trabalho de desconstrução — desconstrução daquilo que chamam de crenças, desconstrução daquilo que chamam de paradigmas, desconstrução das construções da mente — é necessário, mas pode ser desconfortável ou doloroso, em alguns momentos.
Toda a personalidade que possuem tem bagagens que foram necessárias, que foram úteis em algum momento da vossa jornada. Bagagens que foram aprendidas em algum momento da vossa jornada. É preciso que, em cada momento, reavaliem as bagagens que carregam, reavaliem aquilo que chamam de personalidade, e façam uma rigorosa avaliação daquilo que cabe e daquilo que não cabe.
É preciso muita humildade para ver o que precisa ser visto, para ver aquilo que em vós vos atrasa, vos limita, vos aprisiona. É preciso que vejam. É preciso colocar Luz em cima, para que vejam e dissolvam, eliminem, larguem a bagagem que não serve mais, soltem características em si próprios que já não servem mais. Reavaliem as escolhas, reavaliem as intenções, reavaliem as decisões.
Por isso sempre dissemos que observem as vossas emoções. Porque que sentem raiva? O que aquela raiva, naquele momento, significa sobre si próprios? O que aquele medo, naquele momento, significa sobre si próprios? Cada ação, cada decisão esconde um pergaminho sobre si próprios.
É preciso que exercitem, diariamente, nas pequenas decisões, nas pequenas emoções, nas situações corriqueiras do vosso dia a dia porque que fazem o que fazem, porque que sentem o que sentem; o que vos deixa indignado e por que vos deixa indignado; como a vossa vaidade vos limita, como a vossa vaidade vos cega. É preciso um exercício corajoso de auto-observação diária.
Pouco a pouco e naturalmente se colocarão em formação, em desenvolvimento — profundo desenvolvimento, verdadeiro desenvolvimento. Se não fazem, se não cumprem essa responsabilidade consigo próprios, naturalmente a Vida vai vos ajudar. É preferível que não esperem que a Vida vos ensine sem uma preparação prévia, compreendem, amados? A preparação prévia é o exercício diário de auto-observação das vossas intenções, das vossas ações, dos vossos pensamentos, das vossas emoções.
Aprendam a cuidar de si próprios. A Vida poderá ensiná-los de forma mais dura, de forma mais desconfortável, se não estiverem preparados, se não cumprirem com as vossas responsabilidades consigo próprios. É o dever da Vida, é a função da Vida, compreendem, amigos? Nada está errado.
Observem o comportamento da vossa mente, observem a tendência da vossa mente de se automutilar, de se autocondenar, de se aprisionar. É uma escolha. Aprisionar-se é uma escolha. Não há nenhum tipo de condenação externa; é a vossa própria mente que se autocondena.
Aprendam a ver a Vida, a enxergar a Vida com olhos maduros, conscientes, responsáveis, sem se vitimizarem. Reconheçam os vossos erros, mas levantem-se! Vivam as emoções que precisam viver, mas levantem-se! Levantem-se! É uma escolha ficar no mesmo degrau. Levantem-se! A ajuda está dada. Poderemos ajudá-los a se levantar, mas a decisão de se levantar é vossa.
Façam o esforço de se levantar e resolvam o que precisa ser resolvido. Vejam o que precisa ser resolvido. Ajam! Serem vítimas é uma escolha! Ajam! Cada um de vós sabe como essas palavras se encaixam em vossas vidas, nesse momento, em momentos passados, ou em momentos que virão. Cada um de vós sabe como adequar as palavras naquilo que vos serve.
Recebem todo o Amor que precisam, recebem todo o amparo que precisam, recebem toda a ajuda que precisam, mas a decisão é vossa, a escolha é vossa, e o esforço é vosso. Decidam salvar-se.
Eu vos amo, amados. Eu estou convosco, eu vos amparo, eu vos ajudo. Façam a vossa parte.
Eu Sou Sananda.