26/07/2026

Eu Sou Arcanjo Miguel.

(…)

Ashtar Sheran e Arcanjo Miguel aqui.

Boa noite, amados. Viemos saudá-los e continuar com o nosso ensino.

Sempre vamos lembrá-los que naturalizem a nossa presença, naturalizem o contato com o Alto — o Alto, como se referem. Estamos próximos, sempre próximos. Basta um pensamento, basta o coração aberto, basta a vontade sincera. Estamos sempre juntos. Somos próximos. Somos iguais a vós. Naturalizem a nossa presença.

Boa noite, amados.

Chamamos de ensino como uma forma de a vossa mente compreender o nosso contato, mas é importante lembrá-los que os conhecimentos que passamos são como sementes, para ajudá-los a lembrar o que a vossa alma já sabe. Todos vós possuem conhecimentos inatos, bagagens na alma, e nossa missão convosco, parte dela, é ajudá-los a lembrar, é ajudá-los a abrir a bagagem, é ajudá-los a acessar o conhecimento que cada um possui.

Cada um no seu nível, cada um com a sua bagagem, cada um conforme o momento que vive na jornada de alma. Cada um vai receber a chave que precisa para acessar a sua bagagem. Vale lembrá-los também que não adianta terem acesso à chave se não se dispuserem, cada um, a abrir a sua bagagem; se não se dispuserem, cada um, a abrir, acessar e utilizar as ferramentas que possuem. É um trabalho conjunto, sempre, queridos.

Vamos procurar sempre falar de forma que cada um consiga compreender, mas é importante também que revejam as mensagens de tempos em tempos. Já devem ter percebido que um livro importante — ou, para aqueles que não gostam de leitura, um filme importante (nos referimos a importante no sentido de profundo, não tão superficial) — um conteúdo profundo precisa ser revisto de tempos em tempos, e, à medida que avançam, à medida que amadurecem, à medida que evoluem e crescem, conseguem aprofundar ainda mais no conteúdo antes já visto.

O que queremos dizer é que uma informação acessada hoje, com o nível de frequência que possuem, com o estado de consciência que possuem, com o amadurecimento que possuem, será completamente diferente quando a vossa consciência se expandir. Uma mensagem recebida por vós há um ano do vosso tempo, se tiverem feito o “trabalho de casa”, como chamam, se tiverem feito a vossa parte de cuidar de vós, de resolver passo a passo o que precisava e podia ser resolvido em vossas vidas, perceberão que a mensagem vista um tempo atrás lhes parecerá diferente, lhes parecerá expandida, mais profunda, mais compreensível, mais completa.

O pedido, o reforço para que revejam, não significa que estão negligenciando as mensagens. Ao contrário, queridos: partimos do pressuposto de que todos estão, não somente ouvindo com a mente, ou lendo com a mente, mas abrindo o coração e se dedicando ao aprendizado, cada um à sua forma. Partindo desse pressuposto, portanto, sabemos que, se o trabalho for bem feito, aprenderão uma parte do conteúdo nesse momento e estarão com o terreno mais fértil daqui a algum tempo para aprender algo mais da mesma mensagem. Nunca é a mesma mensagem, queridos, porque a vossa mente se expande, o terreno se aprimora, novas sementes podem ser absorvidas. Compreendem?

Na semana anterior, no nosso último encontro — ainda que o encontro não tenha sido nesse formato, “ao vivo”, como a vossa mente compreende, mas sim nos encontramos, aqueles que mantiveram o compromisso; estamos juntos, sempre — foi solicitado a vós que revisasse a mensagem que falava sobre o ano (mensagem de 04/01/2026), conforme entendem no vosso tempo. Perceberão que, ao longo desse período, repetiremos informações, orientações a respeito de como podem cuidar do vosso campo interno.

Nossa intenção, queridos, além de ajudá-los a cultivar o terreno, trazendo sementes pouco a pouco, é motivá-los, é ajudá-los a perseverarem. Sabemos que, para muitos de vós, a virtude da constância não foi devidamente cultivada. Não adianta o cultivo de muitas virtudes, se não houver o cultivo da virtude da constância.

Por mais que queiram fazer transformações em vossas vidas, não conseguirão se não cultivarem a constância, o exercício da constância. A constância é a mãe da vontade firme, é a mãe da perseverança. Quantos grandiosos projetos não foram cumpridos por falta de constância! Parte da nossa missão convosco é ajudá-los a cultivar essa constância, porque terão acesso a essas informações repetidas vezes. Entre as sementes semeadas convosco, fiquem certos de que a semente da constância é a principal delas.

Por mais que nos empenhemos em trazer para vós as melhores sementes possíveis, de nada adiantarão excelentes sementes se as desperdiçarem. Vossa maior responsabilidade é cultivar esse jardim interno. O termo jardim interno, sementes, é uma forma de todas as mentes poderem compreender o que queremos passar.

Muitos de vós nos conhecem como “combatentes do mal” e podem se questionar como se relaciona a nossa missão, como conhecem, com esse cultivo de jardim, terreno e semeadura. Nós vos ajudamos a cultivar a Força interna para combater as ervas daninhas. O mal, como conhecem, tem origem dentro de todo ser humano – sem exceção, queridos.

O maior deles, a maior erva daninha, o maior mal, é a visão separada que o ser humano possui, que origina a visão de competição, a visão de separação, a vontade de ser melhor que o outro, a vontade de diminuir o outro para se sentir mais seguro, ou menos inseguro. São as inseguranças que possuem e negligenciam. Todo o mal, como conhecem, nasce de feridas. É um ser humano ferido que fere o outro. Existem muitos níveis de feridas; portanto, existem muitos níveis de mal, como conhecem, mas é sempre a mesma raiz, amados: a visão separada.

Somos combatentes do mal, sim; portanto, podemos ajudá-los, pois estamos falando do mesmo tipo de mal. Sabemos o quanto é difícil para vós, com os véus que possuem, com as distrações que alimentam, perceberem e conseguirem combater aquilo que chamam de mal. Nosso convite é para que olhem para dentro e queiram, genuinamente, cultivar a humildade, para perceberem o que precisam combater dentro de vós.

Precisam fortalecer a humildade para não se perderem em culpa, para não se perderem em medos, em devaneios, em inseguranças, e alimentarem o mal em vez de combatê-lo. Precisam da Força da humildade e precisam da constância para perseverar nesse combate. Esse combate é feito, queridos, no exercício minucioso da observação de si próprios, daquilo que chamam de autoconhecimento — mas um autoconhecimento profundo, não um autoconhecimento superficial que agrada ao ego, que agrada à vaidade. O autoconhecimento verdadeiro, profundo, corajoso, de conhecer a vossa raiz.

É preciso, sim, que reconheçam, valorizem e fortaleçam vossas virtudes, porque essas são as vossas ferramentas de combate. Fortalecendo as virtudes, combatem as sombras. Fortalecendo as virtudes, se sentem seguros, reconhecem o vosso poder, se fortalecem e amadurecem para ver o que precisa ser visto e combatido dentro de cada um de vós.

Sempre que perceberem um olhar ou um pensamento de julgamento contra qualquer mal do mundo, lembrem de olhar para dentro de vós — não comparando males, comparando sombras, mas no exercício genuíno de ver as vossas fraquezas, reconhecer as vossas fraquezas, identificá-las, olhar para elas. Porque é na expansão da consciência, é no reconhecimento, que se fortalecem e ganham esse combate.

Eu vos garanto que não é fugindo de uma batalha que se vence. A batalha a que nos referimos é a batalha interna. Precisam conhecer as virtudes que possuem para se armarem. Entendam esse “se armar” com a Força poderosa do Amor — não as armas que a vossa mente conhece, não as armas do mundo. Falamos de armas elevadas, falamos de armas, sim, verdadeiramente poderosas, falamos de armas que verdadeiramente combatem o mal. E essas armas todos vós possuem: são os vossos valores, vossas virtudes — as verdadeiras, as profundas, não as que se perdem em vaidades. A vaidade, inclusive, é um dos maiores males a ser combatido.

Exercitem a virtude do discernimento, exercitem a virtude do Amor. Sempre que se perceberem satisfeitos com a derrota de um irmão, observem a si próprios e percebam esse mal, reconheçam esse mal e queiram exercitar o Amor. Nenhuma mágoa, queridos, deve ser guardada e cultivada. Percebam os venenos que guardam. Reconheçam a fraqueza, a dificuldade de combater esse mal, e peçam ajuda.

Peçam a nossa ajuda para fortalecer a vossa vontade. Reconheçam: se não possuem vontade de perdoar, de combater uma mágoa, de combater o ciúme, de combater a competição, de combater a vaidade, peçam ajuda para fortalecer essa vontade. Queiram ter a vontade de combater as sombras que possuem — e todos vós, em algum nível, em algum grau, como entendem, possuem, pois estão onde estão para esse aprendizado.

Reconheçam a Terra como a mais brilhante escola que poderiam ter, especialmente nesse momento. Queiram aprender — e esse aprendizado pode e deve ser feito com leveza. Tudo isso que ensinamos não é, nunca será, um convite a exercitarem sofrimento. Ao contrário, queridos! Ao contrário: eu vos garanto que as distrações que vivem, essas sim, vos levam ao sofrimento, estejam conscientes disso ou não, pois todos vós que não vivem a Vida em plenitude estão, sim, em algum nível de sofrimento.

As distrações vos anestesiam. Não estão onde estão, nessa preciosa escola, para viverem anestesiados, para deixarem passar a oportunidade. Nosso trabalho convosco é acordá-los. Nosso trabalho convosco é ajudá-los, e todos vós que nos escutam têm, sim, os ouvidos preparados, o coração preparado para receber a mensagem nessa forma.

Nosso trabalho convosco é ajudá-los, sim, a acordar, para fazerem o que vieram fazer, para fazerem o que precisa ser feito. E esse trabalho é dentro de vós. Nenhum grande feito pode ser feito fora, sem a lapidação interna necessária. O brilhantismo que todos vós alcançarão começa dentro, queridos, começa na lapidação interna.

Muitos de vós já estão nesse processo, tenham consciência ou não disso. Muitos de vós já vivem uma vida de lapidação interna, quer tenham consciência ou não disso. Mas muitos de vós ainda dormem — e já possuem, sim, todas as condições necessárias para acordar nesse momento. Compreendam também que muitos irmãos vossos não acordarão, como a vossa mente possa compreender. Cada um tem um tempo, há um momento apropriado.

Reconheçam a vossa jornada de alma como uma jornada similar à vida na Terra, que tem várias idades, vários níveis, vários estágios. Mas, assim como na vida na Terra, é possível que um idoso em idade biológica seja imaturo, mentalmente, psicologicamente, porque não aproveitou a vida na Terra, por assim dizer. Entendam essa analogia com a jornada de alma a que nos referimos.

É uma forma de a vossa mente compreender. Quando dissemos que possuem as condições necessárias para acordar, significa que, na bagagem que carregam, na jornada de alma que vivem, no estágio em que estão nessa jornada, possuem as ferramentas necessárias, as condições necessárias para acordar — cada um a seu tempo, cada um a seu modo, cada um à sua forma.

Esse acordar, queridos, não precisa ser com sofrimento, não precisa haver um vendaval na vida. Podem acordar com um passo a passo, com dedicação, com vontade, abrindo mão das distrações. Não conseguirão abrir mão das distrações se não as reconhecerem, se não arregaçarem as mangas para olharem para si próprios e se perguntarem quem são, o que fazem, por que fazem o que fazem, por que vivem a vida que vivem.

Perguntem! Façam perguntas! Façam perguntas a si próprios. Analisem-se, investiguem-se, observem-se. Usem a inteligência que possuem para lapidar a si próprios. Não basta utilizar a inteligência que possuem para cultivar a vossa vaidade.

Compreendemos que, no mundo em que vivem, o ego é usado muitas vezes como uma força motriz, uma força de movimento. As sombras que possuem foram úteis a vós em muitos momentos de vossa vida, em que, por imaturidade, não sabiam, não conseguiam usar as virtudes, e usaram as sombras para se movimentarem. É compreensível, queridos.

Nosso convite é para que enxerguem, observem. Muitas vezes, com a dedicação que possuem para avaliar as vidas alheias, para julgar o mundo, para julgar os sistemas em que vivem — usem essa capacidade, essa dedicação, para avaliarem a si próprios. Fortaleçam a si próprios. Reconheçam as forças que possuem para combaterem as fraquezas que possuem. Há muita Força, queridos, em reconhecer uma fraqueza.

Reconheçam. É reconhecendo e olhando para ela que conseguirão combatê-la. Não se combate um adversário sem encará-lo, não se combate um adversário fugindo. Eu vos garanto que os únicos adversários que verdadeiramente possuem são aqueles que vós próprios cultivam dentro de vós. Vosso irmão não é um adversário, queridos. Não possuem adversários na Terra que não estejam dentro de vós.

E eu vos garanto que aqueles que, porventura, chamem de adversários na Terra são preciosos professores, sim, porque vos ajudam a reconhecer os adversários internos — que esses, sim, queridos, podem derrotá-los; esses, sim, esses que as vossas anestesias vos ajudam a negligenciar; esses, sim, eu vos garanto, que podem fazê-los se arrepender muito por terem fugido. Não fujam de si próprios. Não fujam de si próprios. Encarem a si próprios, queridos.

Muitos dos males do vosso tempo, que entendem como ansiedade, por exemplo, são um poderoso indicativo do que precisam ver dentro de si próprios. Muitos de vós usam os desconfortos para se perderem em vitimismos. É o mal alimentando o mal. Não há mal maior que precisem combater, e do qual precisem se proteger, do que aquele dentro de si próprios.

Quando pedem proteção, nós vos ajudamos, sim, mas entendam como um reforço, porque a Força que precisa ser despertada é a vossa, queridos. Nenhum de vós precisa de uma força externa. Por estarem distraídos é que precisam de um reforço externo — e esse, sim, é dado com muito Amor, com muito cuidado, com muita honra. Nenhum pedido vosso é negligenciado. O que queremos que entendam é que, enquanto vivem vossas jornadas, é essa Força interna que precisa ser acordada, que precisa ser conhecida.

Entendam que são seres ressonantes: atraem para vossas vidas as situações que vos ajudam a crescer. Muitos de vós solicitam situações que vos ajudem a se anestesiar. Tenham a coragem de pedir, para as vossas vidas, as situações que vos ajudem a crescer. E peçam, sim, a clareza, a sabedoria para conhecer as vossas ferramentas, para conhecer a si próprio, e para viver todas as situações que a Vida vos ofertar.

A Vida, amados, é a mais perfeita escola que possuem. Não queiram viver anestesiados. Fortaleçam a humildade para aprender, queridos. Se acharem que não precisam, que estão evoluídos, que estão muito avançados, perderão excelentes oportunidades de aprendizado.

Amados, as situações diversas da Vida podem e devem ser vividas com leveza. Nunca vos incentivaremos a buscarem sofrimento. Muitos de vós se enganam, associando os desafios, como entendem, a sofrimento. Sofrimento, queridos, é uma escolha. A Vida é para ser vivida com plenitude. Não se vive uma Vida Inteira, Presente, com Plenitude, sem coragem. Não se vive uma Vida Inteira, Presente, com Plenitude, com anestesias.

Não peçam uma vida confortável. Isso não significa, queridos, que uma vida bem preenchida não tenha confortos. Isso não é um incentivo ou um ensino a desprezarem os confortos, as alegrias, os prazeres — não, queridos, ao contrário! Eu vos garanto que viverão o conforto profundo, verdadeiro, os prazeres de forma genuína, elevada, sábia, quando se abrirem inteiramente – com coragem, com Força, com abertura interna no coração, com profundo Amor pela Vida – a todas as situações da Vida.

Queiram ser sábios para se unirem ao Pai e dizerem: “Eu estou pronto”, ou “torna-me pronto para viver o que preciso viver, para viver a maestria que vim viver”. Não são seres superficiais, queridos! São a cópia perfeita do próprio Criador em ação. Aceitem a vossa natureza, não fujam dela. Queiram, aceitem viver a Vida com toda a sua profundidade, e entenderão o que um dia foi ensinado como o Reino dos Céus.

Isso não significa, como já foi entendido, que devem viver de uma “forma assim” para que, ao desencarnarem, tenham acesso ao céu, ou, caso contrário, irão ao inferno. Não se trata disso, o ensinamento, queridos. Trata-se da Vida hoje. Não deixam de Ser quem São, estando encarnados ou desencarnados. É o mesmo Ser, falo da mesma jornada de alma, embora alguns de vós possam nos entender nesse momento, ou só entendam numa encarnação seguinte.

Expandam a vossa consciência para se verem além desse rótulo que conhecem, desse corpo físico que utilizam nesse momento. O Reino dos Céus a que nos referimos agora é o estado de consciência que podem alcançar, vivendo em plenitude, vivendo em total comunhão com a Vida, vivendo em Unidade, reconhecendo a Unidade.

Não serão capazes de reconhecer a Unidade e de conhecer esse estado profundo de consciência enquanto se virem separados, competindo. A competição é fruto do egoísmo. Reconheçam, queiram exercitar, aprofundar o Amor, e assim conseguirão combater o egoísmo. O egoísmo não sobrevive onde há Amor.

Nosso trabalho convosco é ajudá-los a acordar, queridos. Temos por vós Amor profundo, um Amor que a vossa mente ainda não alcança, mas alcançará. É uma honra cuidar de todos vós. E acreditem: cuidamos, sim, e cuidamos mais ainda quando os corações estão abertos, receptivos. A vontade, queridos, a genuína Vontade cultivada no coração, é a conexão mais verdadeira que podem fazer com o Alto, como entendem.

Falamos “o Alto” como uma forma de a vossa mente compreender, mas entendam que estamos dentro, se assim quiserem; estamos próximos, se assim quiserem; estamos do lado, se assim quiserem. Não desperdicem a vossa existência, não desperdicem a vossa Vida. Cuidem de si próprios, com todo o Amor que possuem. Cuidem de si próprios. Saibam, aprendam a cuidar de si próprios. Aprendam a Viver, queridos. Aprendam a Viver.

Nós vos amamos profundamente.

Eu Sou Ashtar Sheran. Eu Sou Arcanjo Miguel.

(…)

Eu Sou Maria.

Bem-vindos, amados do meu coração. Aos que se surpreendem: naturalizem, queridos. Falo com o vosso coração. Sabemos que a vossa mente pode criar resistências, pode criar armaduras; por isso o nosso foco é o vosso coração.

Aos poucos, bem aos poucos, o vosso coração aprenderá a ganhar espaço e a usar a sabedoria que já possui, para acalmar a vossa mente, para acolher a vossa mente, para curar e elevar a vossa mente. O coração, já sabem, não é esse órgão interno; também não é o centro energético. O coração é uma forma de nos referirmos ao vosso centro mais elevado, ao vosso Eu mais profundo, à vossa essência, como a vossa mente possa entender nesse vocabulário.

Já sabem, queridos, que não nos referimos a vós como essa roupagem que conhecem, que veem no espelho, que aprenderam a identificar. É importante que usem e valorizem, sim, essa identificação, que cuidem dessa roupagem, porque ela é importante e necessária para a vossa vida na Terra. Mas o nosso objetivo, com as nossas comunicações e os nossos encontros, é ajudá-los a lembrar quem são.

Portanto, é preciso que lembremos a vós que, antes desse corpo, desse gênero, desse nome que aprenderam e defendem, são seres maiores, preciosos — todos, sim, sem nenhuma exceção, amados. É importante que se reconheçam, que valorizem vossas capacidades, vossas qualidades, mas é mais importante ainda que exercitem o discernimento para não valorizarem vossas qualidades, capacidades, vosso poder interno em todos os níveis a ponto de se distanciarem da vossa missão — que, como já foi dito, é se elevar, é amadurecer na alma, é “crescer aos céus”, amados.

É crescendo em profundidade que se unem ao Pai. É reconhecendo a vossa natureza que perceberão que, nesse momento, são como riachos que desaguarão e se unirão ao mar. Somos todos as águas do mar em movimento, queridos. Somos todos iguais, sim, cada um na sua jornada, mas todos — percebam — são pedaços do Pai em ação.

Para que encontrem essa união e não se percam nos obstáculos, reconheçam quem São, reconheçam a vossa missão. A vossa missão é se unir ao oceano, é a Unidade, é se unir ao Pai. E se unir ao Pai é se unir a todos, queridos. Não é possível cumprir a missão a que se destinaram se não perceberem o quanto exercitam a separação.

Vossos irmãos não são os obstáculos. Ao contrário: vossos irmãos vos ajudam a perceber os obstáculos. Compreendem, queridos? Vossos irmãos não são os obstáculos. Todos estão a fluir para o mesmo caminho. Não se comparem; se ajudem! E só poderão se ajudar, genuinamente, exercitando o Amor.

Nunca será demais isso ser dito, queridos: no momento que vivem, a ferramenta que mais precisam deixar aflorar é o Amor. Sim, não o amor como conhecem com a mente. O Amor não tem gradações, não tem limitações, não tem condições. O Amor é a Força mais suprema que existe, queridos. Assim como o egoísmo não tem gradações, não tem condições, o Amor é a única força capaz de dissolver esse grande mal.

Cuidado, queridos, que o egoísmo tem disfarces. Não falamos nessa forma para que vejam as vossas sombras de forma separada, mas é preciso que reconheçam que essas sombras não estão distantes, não estão no outro, não estão fora. Tudo o que veem fora, queridos, vos ajuda a ver o que têm dentro.

Sabemos que pode ser muito doloroso — e é, sim — encarar certas fraquezas que possuem. Por isso é necessário, é fundamental, que peçam ajuda ao Pai, que queiram se unir ao Pai, para fortalecer o Amor. Com o Amor, fortalecem todas as virtudes, capacidades, ferramentas que possuem. Precisam ter Amor por si próprios.

Percebam o que chamam de baixa autoestima — e há muitos nomes que utilizam. Toda a negligência que fazem consigo próprios é por não buscarem o Amor na Fonte que já possuem. Todos vós têm acesso direto ao Pai. Isso não é um privilégio para poucos, queridos. Isso é uma criação da vossa mente: acreditar que somente pessoas evoluídas têm acesso ao Pai.

Não há pessoas evoluídas, queridos: todos estão em evolução. O que há, sim, e é natural, como a analogia da vida na Terra, são idades diferentes, momentos diferentes, estágios diferentes. E, ainda assim, queridos, cada um aprende à sua forma, cada um coloca na bagagem aquilo que se dedica a aprender e a colocar. Mas todos estão na jornada, todos estão em evolução, , absolutamente todos — inclusive eu, que vos falo.

Não me coloquem distante de vós. Não me coloquem como um Ser evoluído a que poucos têm acesso. Têm acesso os que querem, têm acesso os que acreditam. Por isso as crianças conseguem ter mais acesso, como entendem, porque a mente não se poluiu. Compreendem, queridos? Basta um coração sedento, basta um coração que acredita, basta um coração que pede ajuda, basta um coração que reconhece quem é.

Todos vós são preciosos, queridos. Não se diferenciem, não se comparem. Cada um tem o seu brilho, a sua forma. Todos vós são amados, queridos, todos vós são amados. Todos vós são vistos, sim. Não há absolutamente nenhum ser esquecido.

Se olharem em volta e concluírem, com a vossa visão humana, que algum ser é esquecido, eu vos garanto que há uma visão maior, que a vossa mente humana, que a vossa visão humana, não alcança. Amados, nada, absolutamente nada está errado. Nenhum Ser é esquecido. Cada um vive o que precisa viver, queridos. A vossa visão vê somente uma pequena cena de um grande filme. Isso é uma forma que a vossa mente possa compreender.

Confiem na Vida. Confiem na Vida. Se integrem à Vida, amados. É uma honra estar convosco — e eu não me refiro a esse momento somente. Todo coração que se eleva ao Pai tem a minha companhia.

Eu vos amo, queridos.

Eu Sou Maria

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